terça-feira, 6 de outubro de 2015

O novel e as mentes brilhantes



Partícula criada em reação nuclear no Sol rende Nobel a físicos
RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO
06/10/2015 06h59 - Atualizado às 08h32










O Prêmio Nobel da Física de 2015 foi concedido ao japonês Takaaki Kajita e ao canadense Arthur McDonald por terem mostrado que o neutrino tem massa, ao contrário do que se acreditava por muitos anos. 

Neutrinos são partículas subatômicas sem carga elétrica –daí o seu nome. Se os neutrinos têm massa, isso significa que há uma significativa interação gravitacional entre eles e o resto do Universo. Foi o que Kajita e McDonald, trabalhando em diferentes detectores de partículas, mostraram no fim da década de 1990 e começo dos anos 2000. 

O neutrino é a segunda partícula mais abundante do Universo, perdendo apenas para o fóton, as partículas de luz. A todo segundo, bilhões de neutrinos cruzam o seu corpo. 

Até por isso, e ainda mais sabendo que eles têm massa, são candidatos a constituintes da matéria escura, que representa 85% da matéria do Universo e interage gravitacionalmente com os objetos visíveis, mas que ninguém sabe direito o que é. 

"A descoberta mudou nosso entendimento da matéria e pode se mostrar crucial na nossa visão do Universo", apontou a comissão sueca responsável pelo Nobel. 

Não confunda o neutrino com o nêutron, partícula presente no núcleo dos átomos. Reações nucleares no interior do Sol são grandes criadoras de neutrinos –a maior parte das partículas que chegam à Terra têm essa origem. Neutrinos também foram criados com o Big Bang e, na Terra, surgem em usinas nucleares e, em menor escala, até dentro do corpo humano, pela atividade radioativa do potássio. 

O neutrino já esteve ligado a vários ganhadores de prêmios Nobel. Na década de 1930, o primeiro a especular sobre a sua existência foi o austríaco Wolfgang Pauli, laureado em 1945. O italiano Enrico Fermi, que ganhou o Nobel em 1938, foi quem formulou a teoria que estabelecia a relação entre o neutrino e outras partículas. Em 1956, o americano Frederick Reines foi um dos responsáveis pela demonstração experimental da existência do neutrino –ele ganhou o prêmio de 1995. 


Jonathan Nackstrand/AFP


Telão mostra o japonês Takaaki Kajita e o canadense Arthur McDonald, ganhadores do Nobel de física



SABORES
Os pesquisadores descobriram que o neutrino tem massa a partir de um problema: as teorias da física previam que uma determinada quantidade de neutrinos deveria chegar à Terra a partir do Sol, mas os nossos detectores só recebiam um terço desse valor. 

Quem estaria roubando os neutrinos no meio do caminho? A resposta passa pela constatação de que há três tipos de neutrino. Os físicos curiosamente chamam os diferentes modelos de "sabores". São eles: o neutrino do elétron, o neutrino do múon e o neutrino do tau. 

O que se sabia era que o Sol produzia apenas o primeiro tipo, o neutrino do elétron, e era esse "sabor" específico que os detectores estavam procurando. 

A sacada foi imaginar que talvez, no caminho, os neutrinos do elétron estivessem se transformando em outros tipos de neutrino, não sendo assim enxergados pelos detectores. Sacada um tanto ousada, porque tal transformação só poderia acontecer, mostravam os modelos teóricos dos físicos, se os neutrinos tivessem massa, o que ainda não era aceito. 

Dois grandes detectores no Japão e no Canadá, liderados por Kajita e McDonald, demonstraram que estávamos recebendo neutrinos do Sol de sabores que não eram produzidos nas reações nucleares desse astro. Ou seja, havia mudança de sabor no caminho –fenômeno que ficou conhecido como "oscilação de neutrino". Se há tal mudança, fica estabelecido que o neutrino tem massa. 

DETECTORES
O detector de Super-Kamiokande começou a funcionar em 1996, dentro de uma antiga mina de zinco a 250 km de Tóquio. Já o Observatório de Neutrinos de Sudbury, no Canadá, construído dentro de uma mina de níquel, entrou em operação em 1999. 

Esses detectores são feitos dentro da Terra para minimizar o ruído que outras partículas poderiam causar nas detecções –o neutrino atravessa grandes massas rochosas sem problemas. O Super-Kamiokande, por exemplo, está a mais de mil metros abaixo da superfície. 

A essa profundidade, há um imenso tanque de água puríssima, de 40 metros de altura por 40 metros de comprimento –muito maior do que uma piscina olímpica. Bilhões de neutrinos atravessam tal tanque por segundo, e a grande maioria passa direto sem nem ser percebida.
O divertido é que, aqui e ali, alguns neutrinos esbarram com um núcleo atômico ou com um elétron presente na água. Aí a magia acontece: esse encontrão emite um flash de luz, conhecido como luz de Cherenkov. 

Os cientistas entendem tudo da luz de Cherenkov –o tanque japonês tem mais de 11 mil detectores, por todos os lados do tanque, prontos para medir esses flashs. A partir do seu formato e intensidade, é possível saber qual "sabor" de neutrino passou por ali e de onde ele estava vindo antes da colisão. 

A partir da operação dos detectores no Japão e no Canadá, ficou demonstrado que não era que os neutrinos estavam desaparecendo no caminho entre o Sol e a Terra. Eles apenas estavam mudando de "sabor" –e equipamentos adequados poderiam detectar isso.

Não se sabe ainda qual é exatamente a massa do neutrino. Só se sabe que é muito pequena. 

NOBEL
Os físicos dividirão um prêmio de 8 milhões de coroas suecas, que equivalem a R$ 3,8 milhões. O dinheiro provém de um fundo deixado pelo patrono do prêmio, Alfred Nobel (1833-1896), inventor da dinamite. Os prêmios são distribuídos desde 1901. 

Na segunda-feira (5), foi concedido o Prêmio Nobel da Medicina ou Fisiologia. O irlandês William Campbell e o japonês Satoshi Omura foram premiados por criarem novas terapias contra verminoses; a chinesa Youyou Tu, por seu trabalho contra a malária. 

Nesta quarta-feira (7), serão divulgados os nomes dos ganhadores do prêmio na área de química.

domingo, 16 de agosto de 2015

Cade a cachaça? É pinga de Minas?

Água que
passarinho não bebe



Esta postagem é minha.  Sou o Paulo, de BH agora em Parauapebas\PA.  Li esta matéria há tempos, talvez uns dois, três anos. Mas me  perseguiu todos estes tempos e agora decidi republicar.
Viva a cachaça.  Louvor a Pinga.  Seca, mineira, sem adoçar. Para nós mineiros na diáspora, o mercado central é a praça do país esquecido. Suas pingas e tira gostos, o manjar de deuses. A caipirinha com azeitonas grandes, limão  e soda, divinos. O cu de burro  (pinga pura num copo, noutro ou na mão, sal e limão) ou a pinga com mel, ou de preferencia mesmo, um copo americano na risca com torresmo ou jiló, inesquecíveis e rituais. Paulo, autor do blog.












Ela é genuinamente brasileira e – sem excessos – funciona muito bem acompanhada de bons papos e de uma refeição gostosa. A cachaça solta a língua e o coração e, antes de ser apenas uma bebida, é quase um remédio: dizem que até cura resfriado. Leia sem moderação, por Alessandro Meiguins .


O doutor da família era mesmo seu Pedro.
Sob sua batuta, difícil um daqueles guris assombrear sequer uma tosse, quanto mais ficar indolente, cair de cama. E olhe que eram oito, a levantar poeira e fazer sandices. É que seu Pedro sabia das coisas: medicava, sem esperar a doença chegar. Com as crianças pequeninas, naqueles primeiros passos, iniciava a dar para cada uma delas uma colher de azeite, “para engraxar as tripas”. Depois, quase de uma vez só, outra colherinha (daquelas de chá), esta com o segredo da saúde: pinga com limão – e a frase explicativa do doutor: “Bom para cortar gripe”. Isso todos os dias, diga-se de passagem. “Foi desse jeito, cresci tomando cachaça”, conta o filho do seu Pedro, Pedro José, que recebeu a sua primeira de muitas colheradas meio tarde, já na beira dos 2 anos de idade.
Causos assim (esse bem verdadeiro, sim senhor) permeiam quase tudo que é conversa sobre cachaça. Não, esta reportagem não é sobre papo de bêbado, nem daqueles textos que militam na beberagem desmedida. É, sim, sobre a bebida mais brasileira que há, criada (e degustada) aqui mesmo nestas terras verde-amarelas, parte inegável da nossa cultura, presente em batizados, festas, casórios, enterros, botecos, restaurantes, adegas pessoais.
Com vocês, uma dose da marvada, da pinga, da branquinha, da caninha, daquela que matou o guarda, da amansa-corno, da aguardente, da cana e do mé. Ou, simplesmente, uma dose (inebriante) de causos de cachaça.


Elixir da vida
Claro, o Ministério da Saúde adverte: beber faz mal à saúde (e ainda faz ver dois dedos no lugar de um, ou quatro no lugar de dois, como faz o incrível pau-d’água de Guimarães Rosa, em Tutaméia). Mas, à parte os males previsíveis causados pelo excesso de consumo, as bebidas destiladas como a pinga surgiram originalmente para curar moléstias. Egípcios, gregos, árabes e asiáticos logo desenvolveram sua própria receita da água que pegava fogo – água ardente –, e até os alquimistas se afeiçoaram à danada, transformando-a em duvidosos elixires de longevidade. Tanto era disseminado o uso dessa boa água da vida, que os primeiros portugueses que por aqui chegaram logo desenvolveram no Brasil uma receita diferente da bebida, com a cana que vicejou neste solo. Nascia nas casas de “cozer méis”, nos engenhos de Pernambuco, a nossa velha e boa cachaça.
Uma das origens do nome é curiosa. Dizem que vem do nome feminino do porco selvagem encontrado nas matas nordestinas, o catitu, que era chamado de “cachaça”. Os portugueses usavam a beberagem para amolecer a carne do suíno, e de cara aliaram a bebida a dois elementos simbólicos de sua história: uma boa refeição e a lama dos porres homéricos. “Para os antigos, o álcool desvelava a verdade. A franqueza da língua, a transparência dos sentimentos, a revelação das emoções”, conta o historiador Henrique Carneiro no Pequeno Dicionário da História das Drogas e Bebidas. Talvez aí a pista para o atual uso disseminado da cachaça, a terceira bebida destilada mais consumida no mundo.

Boazinha para tudo
No Brasil, a popularidade da caninha é tão grande que até marca ligada a time de futebol existe. Não só uma. Mas, afinal, por que beber algo que é realmente forte, arrepia a espinha, embrulha o estômago e quase trava a língua (isso no primeiro gole)? Sem sombra de dúvida, pelo efeito relaxante, agradável e eufórico que a danada vai disseminando pelo corpo e pela alma. Sim, quem já experimentou sabe o quanto a cachaça pode ser boa, por exemplo, para despertar excelentes conversas. É como se tirasse aquela vergonha inicial de sacar uma história da manga. E uma coisa acaba se juntando a outra: gostar de conversar horas a fio e tomar um trago ou outro. Claro, muita gente faz isso com café, chá e uns biscoitinhos de polvilho. Outros, com a marvada. “Raríssimos amigos não a apreciam. Por isso, tive muitos encontros com a fala solta, cheia de causos e causos. E piadas”, conta o químico Erwin Weinmann, no prefácio de seu livro Cachaça, a Bebida Brasileira.
Claro, nem só de conversa vive o homem. Cachaça cai bem com comidinhas e refeições.“Ela é uma das poucas coisas que combinam com tudo. Cachaça é a guia, que vem antes da comida, o abre-alas do prazer, tem a versatilidade de combinar com qualquer prato e pode ser tomada como um licor, no pós-comida. Que bebida é essa que vai bem antes e depois?”, diz, bêbado de amores, o cineasta mineiro Kiko Goifman. Paixão, aliás, é outro ótimo ingrediente para se ter uma boa conversa com a dita.Como diz Kiko:“A cachaça, diferentemente de outras bebidas, proporciona um estado de alteração de sociabilidade.Se o champanhe é visto como a bebida da euforia, a cachaça pode ser a bebida da comunhão. Mas nunca se esqueça: se estiver sozinho, triste, aceite também a companhia dela. A cachaça e um velho vinil do Roberto são ótimos companheiros para todas as dores”.
Espírito de união
Sim, talvez você ainda esteja sem entender o porquê de a cachaça ser tão festejada, apreciada, cultuada por brasileiros de diversas raças e estirpes, de norte a sul. Para conversar, como já foi dito, até um cafezinho bem feito ajuda. Para comer bem, sem frescura, um prato delicioso cai bem até com água da bica. Cachaça obedece às insondáveis leis do coração. E amor, puxa, de todos os jeitos se ama, não? O que a cachaça tem, afinal de contas, de tão especial – o que é que a danada tem? “Ansiamos por experiências que nos mostrem um lampejo de conexão com tudo que nos rodeia, com outros seres que como nós compartilham desse universo misterioso. De certo –modo, o álcool pode diluir a rigidez das fronteiras, às vezes, tão cristalizadas, tão endurecidas. Um pouco de ilusão acalma nossos anseios”, diz o psiquiatra Jonas Melman, que, mesmo sem beber, visualiza um uso universal da bebida: a união.
Mas quem talvez tenha melhor explicado o uso final de degustar uma cachaça foi o cordelista Pedro Queiroz, de Juazeiro do Norte (CE). Disse assim o poeta:

Existe sempre um motivo
Pra se tomar um goró
Bebe-se para curar gripe
Bebe quem se sente só
Bebe quem tá enrolado
E quer desatar nó.

Beba pra comemorar
Beba pra acender o facho
Pra se ter inspiração
Motivo em que eu me encaixo
Só quem não bebe é sino
Por ter a boca pra baixo
Saideira
Assim, cada um com seu motivo, quem gosta segue bebendo um pouquinho de cachaça. Pedro José, a criança do causo que abre esta reportagem, por sua conta e vontade não parou de bebericar vez ou outra.Mais conhecido como Pedrão, hoje o fotógrafo Pedro (José) Martinelli tem uma reserva pessoal de 900 litros de aguardente em casa, alocada em cinco barris de carvalho – últimas peças de uma tradicional fábrica no Brás, em São Paulo. “Não se pode saber os rumos do país, da economia. Então esse é meu plano de previdência privada”, graceja. Em um ano, irá abrir um dos barris de 200 litros, lotados com a boa cachaça da Fazenda Babilônia, de Minas Gerais. O plano é tomá-la envelhecida, levemente amarelada pela madeira.

Claro, seria ótimo terminar o texto por aqui. Mas uma prosa de cachaça sempre leva a outra.Me faz pensar na rápida conversa que tive com o cartunista Jaguar, conhecido apreciador do tema. De pronto, respondeu ao telefone: “Eu não tenho tempo para responder suas perguntas. Estou cheio de textos e charges atrasadas. Cheio! E agora, estou indo para o bar, encontrar uns amigos”. Claro, Jaguar. Peça para nós uma dose, e não se esqueça de oferecer um golinho pro santo. Santo e cachaça, essa sim outra boa história.
Lembra uma noite em que, todos caindo pelas tabelas, puxa, um pouco de tudo aconteceu. Foi assim...
Para saber mais
Livros:
Prelúdio da Cachaça, Luis da Câmara Cascudo, Itatiaia
Cachaça, a Bebida Brasileira, Erwin Weimann, Terceiro Nome
Pequena Enciclopédia da História das Drogas e Bebidas, Henrique Carneiro, Campus

Água que passarinho não bebe
Dicas do repórter Alessandro Meiguins para você mergulhar - com moderação - no universo da cachaça
Sites
Nos botecos
Ao beber, esqueça as destiladas de marcas muitos populares, como Pitú ou 51. Experimente as mineiras, de Januária ou Salinas. Ou as vindas de Parati, Rio de Janeiro. Minha dica de autor, e preferência de bar: Germana ou Claudionor. Se possível, intercale. Elas combinam bem. Depois, "um café, um cigarro e um beijo de uma mulata chamada Leonor, ou Dagmar".
Não esqueça
Por favor, se perder a conta da bebida, deixe o carro no estacionamento. Vá proseando com o taxista até sua casa. Todo taxista adora conversar. Aproveite.



Veja também:
Tudo Sobre Cachaça: Genuinamente brasileira, sem excessos, ela funciona muito bem acompanhada de bons papos e uma refeição gostosa.


domingo, 19 de julho de 2015

Leite materno é saúde. Lutar para que nossas crianças cresçam fortes!


PROJETO de REPRESENTAÇÃO do EVENTO:
“I Hora do Mamaço em Parauapebas”
           





Introdução
A primeira semana de agosto, conhecida como SMAM - Semana Mundial de Aleitamento Materno, é dedicada ao aleitamento materno no mundo todo. Na 23ª edição desse evento global, em 2015, o tema a ser trabalhado é “Breastfeeding and work: Let’s make it work”.
Em comemoração à Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), a AMS Brasil (Aleitamento Materno Solidário) lança a 4ª edição da “Hora do Mamaço”, iniciativa oficial da AMS Brasil.
É um evento nacional, que em 2014 reuniu cerca de 40 cidades brasileiras, que acontecerá neste ano no mês de agosto, iniciando dia 1º e se estendendo durante todo o mês.
O objetivo é reunir mães e bebês em um grande movimento de amamentação pública contribuindo assim para a conscientização da sociedade sobre o Ato de Amamentar.
A Campanha do Mamaço, de âmbito nacional, acontecerá em todas as cidades do Brasil que assim desejarem. Sendo que o evento promoverá a realização de uma passeata em prol da amamentação, ampliando as diversas ações em Comemoração a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), com ênfase no direito da mulher amamentar a qualquer hora e em qualquer lugar.
Em 2014, no Pará, somente as cidades de Altamira e Belém foram cadastradas para realizarem a Hora do Mamaço. Entretanto, em 2015, o município de Parauapebas também aderiu a este importante evento e estará realizando-o com o intuito de alertar mães e sociedade sobre a relevância do aleitamento materno para a saúde do bebê, da mamãe, assim como de toda a sociedade.
A I Hora do Mamaço em Parauapebas está inserida em uma das ações do Projeto “Mães que Alimentam Vidas”, vinculado ao Grupo ALMA (ALeitamento Materno com Amor), e que futuramente pretende ser viabilizado e colocado a disposição da comunidade, e está sob a responsabilidade da Fonoaudióloga Rita Maia, idealizadora do ALMA, grupo este que foi cadastrado para representar a I Hora do Mamaço em Parauapebas.
            O Grupo ALMA, atualmente em progressiva ampliação, é uma positiva experiência envolvendo gestantes, lactantes, mães, mulheres de Parauapebas, através do apoio materno, empoderamento materno e acolhida das mães com dificuldades de amamentação. Sendo desenvolvidas uma diversidade de atividades, passeios, encontros, busca de patrocínios, aconselhamentos, palestras, e homenagens às integrantes do grupo.
Eixo:
Ø  Ação de iniciativa local e voluntária.
 
Objetivos
·            Incentivar o aleitamento materno, procurando envolver toda a sociedade;
·              Mobilizar e alertar as mães sobre a importância da amamentação nos primeiro meses de vida da criança;
·              Incentivo a Amamentação para crianças no mínimo até 6 meses de idade;
·                Intensificar o acompanhamento da Criança através de consultas de puericultura;
·                Criar espaços para amamentação nas empresas: cantinho da amamentação no trabalho;
·              Desmistificar o ato de amamentar. 
·             Divulgar e ampliar o grupo ALMA e criar novos grupos de mães nos bairros pólos para troca de experiências da preparação para amamentar e os cuidados com a mama;
·              Conscientizar a família para apoiar o ato de amamentar;
·             Acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê bem como manter o calendário vacinal atualizado;
·              Estabelecer parcerias importantes com outras instituições que apóiam o Aleitamento Materno;
·              Fortalecer o vinculo da mãe e do bebê. 

Metodologia
HORA DO MAMAÇO 2015
TEMA: Sim, nós podemos! Trabalhar e Amamentar: só basta apoiar!
Orientações Gerais:
1) Realização de PASSEATAS em locais estratégicos com faixas e cartazes, reivindicando o Aumento da Licença Maternidade;
2) As mães deverão enviar fotos dos seus trabalhos nos mais diversos momentos: ordenhando, amamentando o bebê antes de sair, na volta do trabalho, na hora do almoço, ou em salas de amamentação (se houver);
3) Nossa cidade enviará UMA foto da passeata em preto e branco que será a OFICIAL;
4) O cadastro da cidade poderá ser com uma foto do GRUPO RESPONSÁVEL pela Hora do Mamaço em sua cidade (será colocada a foto no grupo na página OFICIAL do movimento no FACEBOOK);
5) Para a passeata solicitaremos PREVIAMENTE o apoio e autorização do DMTT e da Polícia Militar.

DATA: 08 de Agosto (Sábado)
Todas as orientações serão afixadas no Blog e na página Oficial do Movimento no Facebook:  https://www.facebook.com/ahoradomamaco
Simone De Carvalho
Idealizadora do Movimento no Brasil
 
Cronograma:

-Concentração na Praça Mahtma Ghandi às 08:00h – Cadastro e entrega dos kits para a caminhada;
- Saída da passeata às 09:00h;
- Previsão de chegada à Praça de Eventos às 10:00h;
- Fechamento do evento, agradecimentos e discurso de convidados especiais e patrocinadores, degustação de sucos, chás, entrega de folders e serviços de voluntariados de saúde para ajudar a divulgar sobre a importância do aleitamento para a saúde do bebê, além de higienização da boquinha dos bebês após as mamadas etc.


Metas
            O objetivo de divulgar, incentivar e sensibilizar para o aleitamento materno, chamando a atenção da comunidade parauapebense para esse gesto responsável por grandes benefícios, tanto para os bebês quanto para suas mães, através deste evento como incentivo ao aleitamento materno, e acolhida de diversos profissionais e demais sociedade, além de ventilar sobre a idéia de implantação de um banco de leite no município.
            Atrair a atenção à saúde, dos mais diversos perfis socioeconômicos e culturais das comunidades.    Deseja-se que seja satisfatória a recepção do evento por todos os munícipes.
            Provocar visibilidade para temática: incentivo a amamentação, aleitamento materno em livre demanda e sensibilizar a adesão de empresas parceiras e amigas do peito.

Instituições Envolvidas:
O evento de Parauapebas espera envolver no mínimo 150 mães, lactantes, lactentes e familiares, com a participação de pelo menos 15 empresas locais, 15 profissionais de saúde voluntários e suas equipes, e 40 pessoas diretas do Grupo ALMA e 20 indiretas para colaborarem na organização. Pretende-se, no entanto, envolver através deste evento, mais de 300 pessoas em praça pública.
Parceiros até o momento: AMBAS - Associação dos moradores do bairro Apoena / D&RConsultoria Interdisciplinar

Recursos
·        KIT OFICIAL “HORA DO MAMAÇO”:
·        300 camisetas estampadas em sublimação. FRENTE: logo e slogan do evento; COSTA : Organização Grupo ALMA, logo e nomes dos Patrocinadores Oficiais do evento na cidade e Empresas Parceiras. Qtde: 50 tam. P, 100 tam. M, 100 tam. G, 50 tam. GG.
·         300 viseiras ou bonés na cor branca para proteção solar, com logo e slogan do evento;
·         300 sacolas em TNT ou material similar para apoio ao conteúdo dos kits;
·         300 unidades de barra de cereal compondo o kit, recomendado pela nutricionista para reposição glicêmica durante a passeata;
·         300 unidades de balões brancos em formato de coração, com enchimento à gás hélio para comporem os kits;
·         08 pacotes de fraldas descartáveis de qualquer marca, nos tamanhos P, M, G, e GG, para estarem no carro de apoio aos bebês no local;
·        900 unidades de copinhos de água mineral;
·        03 caixas grandes de isopor para armazenar os copos de água, ficando 01 na concentração e as outras 02 no término da passeata;
·        Gelo picado para abastecimento de 03 caixas grandes de isopor;
·        02 tendas grandes armadas. 01 na concentração na praça, e a outra na praça da finalização da passeata;
·        06 conjuntos de mesas com cadeiras de PVC, para apoio às tendas  armadas. 03 na concentração na praça, e as outras 03 na praça da finalização da passeata;
·        01 carro de som com microfone ou mini trio elétrico para maior destaque e visibilidade ao evento;
·         CD com músicas especiais gravadas e dedicadas à temática do evento;
·        100 metros de corda para confecção de um cordão de isolamento que confira segurança e fidelidade na caminhada até o término da passeata;
·         Serviço de cobertura e registro fotográfico do evento desde a concentração, desenvolvimento da passeata e finalização da mesma, fazendo jus inclusive ao envio padrão da foto oficial do evento em preto e branco como solicita a comissão organizadora do movimento;
·        Serviço diário de mídia em canal de rádio local, no mínimo 15 dias que antecedem o evento;

MATERIAL GRÁFICO:
·        7.500 unidades de convites impressos em formato de folheto, em papel couchê 115gr, colorido, frente e costa, no tamanho 10x15, a serem distribuídos com 15 dias de antecedência ao evento, contendo nome e slogan dos patrocinadores oficiais;
·        1.800 unidades de material orientativo e informativos quanto aos benefícios do aleitamento materno, impressos em formato de flyer, em papel couchê 90gr, colorido, frente e costa, no tamanho 8x20, a compor o kit e o restante serem distribuídos durante e após o findar do evento;
·        1.800 unidades de material educativo sobre posição e posturas para amamentação e pega correta do seio, impressos em formato de panfleto, em papel couchê 90gr, colorido, frente e costa, no tamanho 15x20, a compor o kit e o restante serem distribuídos durante e após o findar do evento.

MATERIAL COMUNICAÇÃO VISUAL:
·        02 lonas impressas, tamanho padrão para outdoors, anunciando o grande evento na região, “I Hora do Mamaço de Parauapebas”, com data, hora e local, bem como da organização e anúncio do patrocinador oficial;
·        02 pontos de locação para outdoors, com duração mínima de 15 antes do evento, em local estratégico e de boa visibilidade;
·         500 adesivos para carro, no tamanho 10x15, com logo e slogan do evento, para composição dos kits e os demais para distribuição nas blitz de trânsito, lojistas e demais empresas e instituições;
·        02 faixas serigrafadas com frases de apoio ao movimento, ambas no tamanho de 05 metros cada;
·        02 faixas serigrafadas com frases de apoio ao movimento, ambas no tamanho de 03 metros cada.

OBS: Os patrocinadores e apoiadores ainda poderão acrescentar aos kits Mamaço, brindes, amostras e materiais gráficos que dispuserem. Sugestões: Folders, canetas, chaveiros, calendários, imãs, materiais de higiene, vale descontos, cupom de sorteio etc.

Idealizadora do Movimento:
Rita Cecilia Ribeiro Maia e Maia – Idealizadora do Grupo ALMA, Fonoaudióloga, Consultora em Amamentação, Graduanda em Serviço Social, Servidora Pública no cargo de Fonoaudióloga da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal e Maternidade do Hospital Municipal de Parauapebas, Fonoaudióloga Neopediátrica da CMED, Fonoaudióloga do Serviço Home Care da Clínica ISEP, Fonoaudióloga do Trabalho da Clínica Salomão.
Contatos: (91) 9 8158-4019 / (94) 9 9108-8899



Parauapebas, 19 de junho 2015.